Durante décadas, os telefones públicos — popularmente conhecidos como orelhões — foram um dos principais meios de comunicação da população brasileira. Presentes em ruas, praças e pontos estratégicos das cidades, eles garantiram acesso à telefonia em uma época em que possuir um telefone fixo ou celular era privilégio de poucos.
Com o avanço da tecnologia, a popularização dos smartphones e a expansão das redes móveis, o uso dos orelhões caiu drasticamente. Esse cenário levou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a autorizar a retirada definitiva desses equipamentos em grande parte do território nacional.
De acordo com dados da Anatel, cerca de 38 mil telefones públicos ainda permanecem instalados no país. Esse número, que já foi de milhões no auge do serviço, reflete hoje um modelo de comunicação praticamente obsoleto diante da realidade digital atual.
Algumas cidades ainda concentram uma quantidade relevante de aparelhos, seja por critérios históricos, populacionais ou operacionais.
A desativação dos telefones públicos ocorre principalmente por três fatores:
Queda acentuada no uso
Com celulares acessíveis, planos pré-pagos e internet móvel, o uso dos orelhões se tornou residual.
Fim das concessões de telefonia fixa
As concessões que obrigavam as operadoras a manterem os Telefones de Uso Público (TUPs) foram encerradas, eliminando essa exigência regulatória.
Redirecionamento de investimentos
As operadoras passaram a focar recursos em tecnologias mais modernas, como redes 4G, 5G e infraestrutura de fibra óptica.
Segundo a Anatel, os orelhões só deverão ser mantidos temporariamente em localidades onde não existe cobertura de telefonia móvel, e apenas até 2028.
Com a migração do modelo de concessão para o regime de autorização, autorizada pela Anatel, as operadoras deixaram de ser obrigadas a expandir ou manter telefones públicos. Em contrapartida, assumiram compromissos de investimento em:
Ampliação da cobertura 4G e 5G
Modernização da infraestrutura de telecomunicações
Expansão de redes de fibra óptica
Digitalização dos serviços de comunicação
Esse movimento reforça a transição definitiva do Brasil para um modelo de comunicação predominantemente digital.
Apesar de sua retirada, o impacto cultural dos orelhões permanece. Eles foram essenciais entre as décadas de 1970 e o início dos anos 2000, viabilizando chamadas de emergência, contatos familiares, negócios e até encontros marcados ao som do clássico aviso de “chamada a cobrar”.
Mais do que equipamentos, os orelhões simbolizam uma fase importante da evolução das telecomunicações no Brasil — uma ponte entre a telefonia analógica e o mundo hiperconectado atual.
A retirada dos orelhões marca o encerramento de um ciclo e reforça uma nova realidade: comunicação baseada em mobilidade, internet e soluções inteligentes. Tecnologias como VoIP, PABX Virtual, SIP Trunk e plataformas omnichannel assumem o papel de conectar pessoas e empresas de forma muito mais eficiente.
A Anatel segue como órgão regulador fundamental nesse processo, garantindo que a transição ocorra de forma ordenada e que a população continue tendo acesso aos serviços essenciais de comunicação.
Fonte: Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)
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