A comunicação por voz na internet (VoIP) transformou a maneira como empresas e usuários se conectam, oferecendo flexibilidade, economia e integração com sistemas modernos. Mas, para garantir qualidade em uma ligação VoIP, é preciso entender os fatores técnicos que impactam diretamente na experiência do usuário.
Na telefonia tradicional (TDM), a comunicação era feita por circuitos fixos e dedicados. Isso garantia estabilidade, mas problemas como ruídos, falhas na fiação e interrupções eram comuns.
Já no VoIP, a transmissão da voz é feita em pacotes digitais pela rede de dados. Essa flexibilidade traz vantagens, mas também cria desafios, já que a voz precisa competir com outros serviços da rede, como vídeos, aplicativos e navegação na web.
Os codecs são algoritmos que convertem a voz analógica em pacotes digitais. Eles determinam a forma como o áudio é transmitido:
G711 (A-Law e µ-Law): Alta qualidade, sem compressão, mas consome mais banda.
G729 e outros: Utilizam compressão, economizam largura de banda, mas exigem mais processamento nos equipamentos.
A escolha do codec deve equilibrar a capacidade de processamento dos dispositivos e a largura de banda disponível.
A qualidade da chamada também depende do protocolo utilizado:
TCP: confiável, mas gera atrasos (latência) por exigir confirmação de cada pacote.
UDP + RTP: mais adequado para voz, pois transmite em tempo real. O RTP (Real Time Protocol) organiza os pacotes com marcações de tempo e numeração, garantindo a sequência correta e auxiliando na detecção de falhas.
Três fatores principais determinam se uma chamada será estável ou terá cortes e falhas:
Latência: tempo de transmissão do pacote entre A e B. O ideal é que seja inferior a 120ms. Acima disso, ocorre eco e atraso perceptível.
Jitter: variação do atraso. Quando pacotes chegam fora de ordem, precisam ser reagrupados, gerando instabilidade na voz.
Perda de pacotes: deve ser menor que 2%. Acima disso, a chamada apresenta cortes, voz metálica ou “voz de robô”.
Qualidade dos dispositivos de rede: roteadores, firewalls e switches precisam estar dimensionados para lidar com tráfego de voz.
Banda disponível: links de internet saturados afetam diretamente a estabilidade das chamadas.
Processamento dos equipamentos: telefones IP, computadores e softphones precisam de recursos para lidar com codecs e fluxo de pacotes.
A qualidade de uma chamada VoIP depende de diversos fatores que vão desde a configuração dos codecs até a infraestrutura de rede. Latência, jitter e perda de pacotes são indicadores fundamentais para monitorar e garantir a boa experiência em comunicação de voz pela internet.
Para ver na prática como medir esses indicadores diretamente no Asterisk e interpretar os resultados, confira o vídeo abaixo em nosso canal no YouTube.
O Gchat é a nossa plataforma completa para automação de atendimento no WhatsApp e outros canais digitais, criada para tornar a comunicação entre...
O Asterisk é uma das soluções de telefonia IP mais utilizadas no mundo, oferecendo flexibilidade para criar sistemas de comunicação personalizados...
Nos últimos anos, a inteligência artificial tem transformado a forma como empresas se comunicam com seus clientes. Desde simples respostas automáticas até...
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é responsável por regulamentar e fiscalizar o setor de planos de saúde no Brasil. Em 2016, a Resolução...